Dia dos Pais

Dias dos pais passou. Confesso que é um pouco “estranho” para mim. Posso ser considerado um “quase pai”. Tecnicamente, eu já sou pai, mas ainda não me acostumei com o título. Talvez pelo fato do Lucas ainda não ter nascido. Mas, e o que eu sinto? Eu sinto que sim, já me considero pai desse pequeno ser. Desde a notícia, tenho me pegado pensando em “comos”, “ses”, “quandos”, “porquês”, etc. E pode ter certeza que em todas as vezes me deu aquele friozinho no estômago. É engraçado tentar explicar. É um misto de medo com ansiedade e expectativa. Só posso dizer que é algo muito bom.

Além de ser pai, eu sou marido. E qual é o papel do pai/marido de uma diabética? Com certeza, o de ficar careca. Apesar de quem passar por todas as alterações ser a mulher, o homem, em certos casos pelo menos, acaba sofrendo junto, mas de um modo diferente. Não estou querendo desmerecer as mulheres, mesmo porque, só sendo mulher para conseguir aguentar. Homem é tudo frouxo. Mas a pior coisa que pode acontecer à um homem é se sentir impotente. É claro que neste momento, o homem tem que ajudar no que puder, mas o sentimento é de nada será “digno”. E isso pode acabar virando um problema. Por causa da frustração, muitos homens podem desanimar e desistir, achando que irá ajudar mais ficando fora do caminho. A típica “se não ajuda, não atrapalha”. Porém, essa é uma questão complicada. O maior erro da sociedade moderna é colocar a grávida em um pedestal, coisa que não está tão errada, mas que precisa haver um equilíbrio. No momento que se coloca a mulher em um pedestal, ela fica, automaticamente, isolada. E ficar sozinha não é algo que, pelo menos a maioria das mulheres querem nessas horas. Mas como dar toda a atenção para a mulher sem deixá-la isolada no pedestal? Simples. Não há como. A gravidez não é exclusividade da mulher. É do casal. Ou seja, é um trabalho de equipe. Não que o homem tenha que ter sua vez no pedestal. Não têm. Mas a mulher tem que saber a hora de se colocar junto do parceiro e entender, não querer/obrigar, que ele também queira fazer parte deste momento. Cada um contribui com um pouco. Cada um compreende o outro.

Mas e o diabetes? É um adicional de cuidados. Pode parecer um bicho de sete cabeças, mas é uma questão de cuidados. É claro que para uma mulher com diabetes, é necessário haver um cuidado prévio e um cenário o mais próximo do ideal possível. Mas esse cuidado serve para todas as mulheres. Assim como já mencionei antes, o estilo de vida de um diabético, é o estilo de vida que deveria ser seguido por todas as pessoas. Alimentação balanceada, exercícios físicos, e visitas periódicas à um médico deveriam fazer parte da vida de todos. Ou seja, equilíbrio.

Felizmente, para nós está dando tudo certo. A Elisa já estava com a glicada em um nível bom e agora estamos procurando tomar todos os cuidados necessários para continuar com a glicemia estabilizada.

Meu conselho aos papais/maridos: Cabelos caem, não tem o que fazer.

E lembrem-se: Consultem sempre a opinião de um profissional.

Feliz dia dos Pais!!

ps: depois coloco uma foto legal.

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2 pensamentos sobre “Dia dos Pais

  1. Um bom pai e um ótimo marido! Alguém podia pedir mais?! 🙂
    Amo vcs, homens da minha vida ( Luís e Lucas)

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