“É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão”.

Hoje o tempo por aqui está cinzento, chuvoso…com ventinho frio entrando em todos os cômodos da casa.

Enquanto o pequeno dorme, vim para meus livros, estudar, como habitualmente tenho feito… em meio aos livros, ao silêncio que tem ficado na casa, comecei a refletir sobre a vida, as mudanças que acontecem sem a gente esperar, a necessidade de flexibilidade para lidar com tais mudanças e principalmente, com os dias que como hoje, chegam com suas intempéries repentinas.

Sim, nossa vida é cheia de momentos bons, mas também, de momentos de dor, sofrimento, angústias, medos e de problemas com as mais diversas áreas de nossa vida. Costumo dizer no consultório, que se a vida fosse uma linha reta, sem altos e baixos, a gente estaria “morto” … é o sobe e desce da vida, que faz com que ela exista, como nos batimentos cardíacos, um sobe e desce constante para que o coração continue a pulsar. Assim é a vida…ela pulsa!

Uma vida para pulsar depende de vários fatores: comer, beber, dormir, fazer exercícios físicos, trabalhar, estudar, ter amigos… ter dias de sol mas também dias de chuva. Se só existisse o sol, seria muito difícil viver, afinal, sol demais queima, esquenta, desidrata. É necessário que a noite exista para que o cérebro descanse, para que a vida dê uma “parada” no ritmo; é necessário chuva, para hidratar, limpar, levar embora a “sujeira” que existe.

Pois é…todos queremos dias de sol, de alegria, de bons momentos, mas dificilmente nos damos conta de que nosso crescimento maior se dá, quando os problemas aparecem e conseguimos nos aquietar e refletir , pensar, questionar, chorar e elaborar da melhor forma esta ou aquela dificuldade.

Os dias de chuva nos são essenciais… não apenas eles, mas o equilíbrio entre a luz e a sombra de nossas vidas. Se jamais estivermos dispostos a olhar o lado mais sombrio de nossas vidas, não estaremos aptos a crescer e desenvolver aquilo que temos de potencialidades.

Não sei quais são os teus “dias chuvosos”, pode ser o diabetes, pode ser outra doença, problemas financeiros, no casamento, com amigos, ou o que for que esteja acontecendo em tua vida. Tenha certeza de que esta “chuva” tem sim seu lado de sol, e que ela é necessária para que possas olhar a vida de forma realista e encarar os teus dias, com mais calma, abertura e flexibilidade.

Deixo (novamente) a história do Bamboo Chinês. Gosto muito desta história, e não é para menos que o  significado do nome do meu pequeno quer dizer “bambuzal iluminado”.

Espero que , de uma forma ou de outra, esta pequena reflexão possa ter feito algum sentido para alguém que aqui passar!

 

 

História do Bamboo Chinês

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.

Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros. Um escritor de nome Covey escreveu:

“Muitas coisas na vida pessoal são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava…” O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos…

Em nossos relacionamentos especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização,devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos.

“É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão”.

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Um pensamento sobre ““É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão”.

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