Arquivos

Diabetes tipo 1 e uma segunda gravidez: nem tudo são flores

IMG_20130615_162515

Olá queridos que me leem. Pensei muito se escrevia ou não este post, e decidi que escreveria, visto que, o blog tem ajudado tanta gente neste processo de Diabetes e Gravidez, que me senti mobilizada a compartilhar com vocês esta segunda gestação.

Que uma gestação é diferente da outra, creio que todos saibam, mas confesso que acreditei que seria tão “fácil e simples” como foi à primeira… Mas, para minha frustração ( sim, porque criei expectativas), ela não tem sido tão simples assim.

O início foi de bastante enjoo, vômitos e de um cansaço ( talvez por ter um pequeno em casa, não sei). Então, como não conseguia comer, as glicemias até estavam bem controladas. Passado este período, começou uma fase nova – Infecção urinária de repetição. E como é sabido, infecção e diabetes são duas coisinhas bem complicadas… Glicemias subindo sem muito a fazer, afinal, infecção faz com que ocorra descontrole glicêmico, ainda mais, grávida. Bom… passou… hemoglobina glicada em 5,9%, excelente né?!

Apesar deste processo inicial, não posso reclamar de muita coisa, não necessitei de repouso absoluto, não tive grandes complicações.

Passei por um período de estresse grande nos meses de maio e junho, e este estado emocional alterado, fez com que minhas glicemias subissem bastante… ( e cada mês que passava as doses de insulina lantus e novorapid aumentavam,obviamente pelo aumento da placenta), mesmo comendo salada, frutas e coisas integrais, o emocional influenciou bastante este período, o que fez com que , a Hemoglobina glicada chegasse em 7,1% ( uma média de glicemias em 157mg/dl)…  frustração e sentimento de culpa sem fim… ao ver este resultado, me senti impotente, falha, com medo gigante de Isabel nascer e ter hipoglicemia.  Para quem na primeira gravidez, teve glicada de 5,9% no máximo, este 7,1% destruiu um pedaço de mim.

Falta de dedicação? Falta de cuidado? Falta de esforço?! …

Mesmo comendo corretamente, não consegui manter um resultado melhor… e a consequência?! Líquido amniótico aumentado ( por isso, a barriga está enorme, pois o líquido aumentou bastante , gerando falta de ar, desconforto e muito mais cansaço) … Consequência de um descontrole glicêmico?!  Não acredito que esteja tão ruim, mas compartilho isso aqui para dizer: o mínimo descontrole glicêmico, pode gerar consequências bem complicadas ( aqui ainda não sabemos bem ao certo se é muito preocupante ou não). E uma segunda gestação, exige um esforço triplicado, pois o corpo já passou pelo processo uma vez, consequentemente, já sabe como reagir e isso complica mais.

Placenta produzindo Hormônios contra insulina dificultam muito os controles, mesmo que você tente ser “perfeito” ao longo de toda a gestação.

E não estou compartilhando isso para piedade não, mas para alertar dos riscos, para dizer que mesmo se esforçando muito, as coisas podem sair do controle sem você esperar, e para pedir que , mulheres diabéticas e as não diabéticas que podem vir a desenvolver diabetes gestacional, por favor, se cuidem, tenham responsabilidade e saibam que mesmo com tantos cuidados, podemos sim ter complicações. Diabetes não é brincadeira, e não é frescura! Os cuidados são essenciais, as restrições são sim necessárias, a tranquilidade e a emocionalidade são muito importantes para que tudo transcorra bem!

E sim, você precisa de auxílio, precisa se cercar de pessoas que te ajudem neste processo, que te ajudem a se manter firme, e que possam estar ao teu lado , caso não seja tão perfeito quanto o esperado. É sim uma gestação de ALTO RISCO, e volto a dizer: não é frescura!!!!!!!!

Estamos bem, apesar do líquido aumentado ( e saberemos o  quanto em breve) , conseguimos chegar nas 35 semanas ( quase 36) até o momento , e estamos nos preparando para um parto normal ( sim, um sonho de diabética tipo 1, dar a luz naturalmente, sem intervenções) e se for possível, ter nossa bebê conosco no quarto, logo que nascer, assim como foi com o Lucas Takeo, menino cheio de saúde que veio ao mundo para nos alegrar!

Apesar do sentimento de “não dei conta perfeitamente desta gestação”, meu coração se alegra por tudo estar bem até aqui, se alegra por poder também compartilhar com outras pessoas das dificuldades e alegrias deste momento especial, por poder alertar dos riscos ( que talvez eu só soubesse de ler, mas que hoje sinto na pele) e por poder dividir com quem sonha como eu em ser mãe, que o diabetes é um complicador, mas que podemos sim, sonhar e realizar esta bela vontade de gerar uma vida de forma responsável. E que mesmo tentando dar o seu melhor, as complicações podem surgir e não se culpar por isso, é também essencial!

Por isso, escrevo este post hoje, para me colocar como este ser não perfeito, que teve a primeira gestação super bem, e que na segunda está com um pouco mais de dificuldades, mas que tem fé de que tudo sairá da melhor forma, e de que estes momentos mais apreensivos, não serão nada comparados a alegria de ter nossa família completa!

Anúncios

Uma alimentação mais saudável por uma vida melhor!

Quem me conhece sabe, gosto muito de comer coisas mais naturais, produtos integrais, sementes, saladas, frutas, enfim. E amo cozinhar também.

Antes, durante e depois da gravidez, procurei manter uma alimentação o mais equilibrada possível, não porque eu não podia comer, mas para evitar qualquer tipo de complicação que eu não desejo ter. E sim, diminuo o número de aplicações de insulina assim, fazendo uso da basal e evitando as famosas aplicações “a mais” para comer um pouco ” a mais”.

Hoje, como mãe, priorizo a alimentação do Lucas o mais natural possível, e eventualmente, ele come sim coisinhas “fora de regra” como um pedaço de chocolate, ou bolo ( feito em casa) ou outra coisinha que fora de casa, as vezes é inevitável que alguém dê a ele.

Mas porque uma alimentação assim?

Bom, vamos lá… não é por causa do diabetes simplesmente, mas porque bons hábitos alimentares nos auxiliam na prevenção de doenças, de sobrepeso, de pressão arterial elevada, colesterol, etc. Além de nos proporcionar maior bem estar, energia para desfrutarmos das delicias da vida e uma maior possibilidade de prolongarmos nossos anos de vida ( que já é tão curta).

Claro que só a alimentação equilibrada não faz milagres, é necessário manter uma rotina de atividades físicas, um estado emocional equilibrado (dentro do possível) e espaço na vida para lazer , amigos e porque não, boas comemorações!

É possível comer alimentos prazerosos, de forma mais saudável e muito saborosas também! Abaixo coloco algumas dicas para mudarmos nossos hábitos alimentares e para quem quiser, ao final, dica do blog que tenho colocado receitas que ando “testando” aqui em casa!

Caminhos para uma alimentação balanceada:

*Inclua alimento rico em amido no seu prato ( massa, batata, arroz, cereais), em quantidades moderadas eles auxiliam no equilíbrio alimentar;

*Evite açúcar refinado, alimentos doces e que pouco tem a acrescentar em seu organismo;

*Diminua a ingestão de gorduras, procure utilizar iogurtes desnatados ao invés de creme de leite, ou utilize nas versões light. Queijos amarelos, por queijos brancos também fazem diferença no seu prato;

*Adquira o hábito de comer verduras, legumes, grãos e frutas. A quantidade de fibras presentes nestes alimentos, fazem com que a glicemia seja controlada mais facilmente, diminuindo a quantidade de carboidratos de seu “lanche”;

*Reduz o sal, se possível, evite temperos prontos ( como os caldos), utilize mais especiarias, curry, pimenta, cominho… desta forma o sabor dos alimentos se mantém, e você ajuda seu organismo;

*Bebidas alcóolicas são muito gostosas, mas em excesso ( como tudo), prejudica o nosso organismo, além de acrescentar um peso extra na balança;

*Tenha uma rotina alimentar, mantenha horários para se alimentar e nunca fique em jejum por mais de 3 horas.

*Lembre-se sempre que o café da manhã é a principal refeição do dia, ajuda nosso corpo a “despertar” e nos mantém com energia para o dia todo.

* Se você não tem tempo de preparar verduras, ou mesmo, seu próprio almoço, deixe na geladeira , pronto, uma fornada de legumes assados ( eu sempre tenho uma salada de forno pronta na geladeira). Desta forma, você evita comer besteiras, e já tem uma opção para comer com o arroz integral e um feijão, ou mesmo um macarrão.

Bom, sei que muita coisa já é informação “existente”, mas sempre é válido lembrar. Agora nesta fase “mãe, mulher, profissional” tenho tido menos tempo para preparar aquele almoço, por isso deixo sempre pronto porções de saladas na geladeira ( saladas verdes , saladas cruas, salada de forno, salada de frutas).  Assim, quando bate a fome, posso “atacar” a geladeira com coisas saudáveis ( porque as vezes dá preguiça de descascar e cortar tudo né?!). Quando estou bem motivada, descasco e corto tudo e coloco em potes, já ajuda a seguir na “linha” durante a semana! 🙂

Espero que tenham gostado!

Beijos

Elisa

Blog de receitas que criei:

http://degustandodeliciascaseiras.wordpress.com/

Cuide de sua alimentação : antes, durante e depois da gravidez.

Tenho pensado muito no diabetes nos últimos tempos, um dos maiores motivos, é o estar saturada com uma “barriguinha de insulina” ( porque eu sei que precisa fazer rodízio de lugares, mas não consigo aplicar em outro que não seja a barriga 😦 ), as inúmeras picadas durante o dia, o estar sempre atenta para não passar mal, afinal, com um filho pequeno em casa, não posso correr o risco de ter nada , etc.

Sim, achei muitas coisas pelas quais murmurar, mas ontem quando li uma matéria na revista crescer, me dei conta do quanto ter diabetes mudou minha forma de cuidar do meu filho e de mim, antes, durante e depois da gestação. Talvez, se eu não tivesse diabetes, os cuidados com uma alimentação saudável antes e na gravidez, não fizessem tanto sentido para mim, já não comia doces e frituras, mas cortei café, refrigerante ( mesmo diet, e não voltei a tomar ), chimarrão ( que foi o que mais senti falta) e definitivamente, qualquer porcaria ( fast food, chocolates, tortas, bolos, guloseimas, etc.) Ah, mas para que tanto?! Pois bem, eu lhes falo, para ter saúde e para dar saúde ao meu bebê!

Lucas hoje, é uma criança saudável e forte, já teve as chamadas “doenças de crianças”, normal no contato com outros colegas, mas no geral tem uma saúde dita de “ferro” ( e não estou dizendo que ele nunca vai ficar doente). E não estou aqui acusando ninguém que tem filhos com mais fragilidade na saúde, ou etc. Estou apenas constatando algo que faz sentido para mim, e que vejo como importante para que possamos ter gerações mais saudáveis e talvez, porque não, livres de muitas doenças que uma má alimentação causa. Utopia?! Talvez, mas acho que vale ler o que a reportagem diz:

CUIDE DA SUA ALIMENTAÇÃO – Antes de engravidar ( e eu colocaria, antes, durante e depois)

” É isso mesmo. Novos estudos têm mostrado que os hábitos alimentares antes da gravidez também causam impacto na saúde do bebê, pasme! O epidemiologista e professor de cardiologia da Universidade de Southampton (Reino Unido), David Barker, que pesquisa o assunto há mais de 20 anos, explica: ” o filho é um produto da alimentação de TODA A VIDA e, por isso, a prevenção de doenças crônicas nas gerações futuras depende da melhora da dieta das meninas e jovens de hoje”, diz. E esse cuidado não é só da mulher. Após análise feita com ratos, pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul ( Austrália) descobriram que machos que consumiam muito junk food ao longo da vida geraram bebês com mais risco  de ter diabetes. Se você sempre teve uma alimentação balanceada, ótimo. Se não tinha, não se desespere. Não dá para mudar o passado, mas você pode fazer substituições nas refeições para torná-las mais saudáveis. Veja algumas sugestões: * aquele batata frita que você adora, pode ter outro preparo: fatiada, no forno, com azeite e alecrim. * No lugar do hamburger pronto, faça com carne moída e flocos de aveia.* Em vez de lasanha industrializada, faça uma com molho orgânico, brócolis e queijo branco ralado. Confira todas as receitas no site.” Fonte Elaine de Pádua, nutricionista do ambulatório obstétrico da Unifesp.

Pois é… pontos para o diabetes…aprendi mais um tanto de coisas com ele, mas deixo isso para outro post, espero que este post possa ter ajudado alguém que precise, ou possa servir de alerta até mesmo para as mamães com filhos pequenos, pois é da alimentação que eles consomem enquanto bebês e crianças, que se formaram os hábitos alimentares quando maiores.

Um feriado de descanso e alegrias para todos!

Algumas dicas de alimentação saudável: http://endocrinologia.site.med.br/index.asp?PageName=Alimenta-E7-E3o-20saud-E1vel

Uma nova vida : Ser mãe Diabética

Quanto tempo sem postar nada por aqui! Nossa! Estou com saudades de escrever no blog, de relatar minha experiência enquanto mãe diabética, enquanto mulher, enquanto profissional.

Peço desculpas para quem sempre passa por aqui, e agradeço as visitas de quem apesar de não ter nenhuma novidade, continua nos prestigiando com sua visita ao blog!

Pois bem, tanta coisa aconteceu neste tempo longe do blog. Lucas já completou seu primeiro ano de vida! O tempo voa! Fizemos uma linda festinha no estilo “Urso Marinheiro Provençal”…afinal, nosso pequeno é um Florianopolitano e nada mais justo, do que fazer uma festinha no bom estilo marinheiro! Um ano de vida com um valor inestimável para mim…comemoração de vida, de superação de uma gestação de alto risco, de alegria!

 

Mudamos de cidade, mudamos de casa, mudamos … e não foram apenas mudanças geográficas não, neste ano que passou, novo em nossas vidas, mudamos enquanto pessoas. Sim…ter um filho mexe com a gente de uma forma muito bonita e as vezes dolorida. É necessário largar alguns sonhos ( adiá-los), remanejar finanças, reaprender a vida, agora com um pequeno que depende da gente para tudo. (mais para frente, escrevo sobre esta experiência pessoal de mudança na carreira enfim, mas por hora, deixo aqui , minhas mudanças na rotina enquanto mãe diabética).

Pois bem… se a gravidez de uma pessoa diabética exige cuidados bem rigorosos, não é diferente depois que o bebê nasce. A rotina muda, as horas de sono diminuem, as vezes que acordamos a noite ou nem dormimos direito são inúmeras… e tudo isso, afeta nossa glicemia. Muitas vezes, o cansaço do dia-a-dia com o bebê é tanto, que só por este fator a glicemia já se altera. Logo que o Lucas nasceu, tive reação a um medicamento que me deram na maternidade, o que afetou meu lado emocional de maneira horrível. Fiquei muito ansiosa, muito agitada, não conseguia dormir, e sim, culpa do bendito plasil em doses cavalares que me deram… não conseguia comer direito, e este foi um dos piores momentos que vivi. Glicose até que se comportou nestes dias de confusão causados por um medicamento.

O tempo foi passando, e eu precisei ajustar minha rotina de alimentação à rotina do Lucas. Deixava sempre por perto, uma fruta, uma barrinha de cereal, ou algo assim para poder comer quando fosse necessário. Fazia minhas refeições no momento em que Lucas estava dormindo, para poder comer com calma e bem.

Sim, é diferente ser mãe diabética. Algumas vezes precisei ( e ainda preciso as vezes) deixar o Lucas chorando no berço, enquanto acerto uma hipoglicemia. E dói, dói ver seu filho chorando e você saber que naquele momento, a prioridade não é ele, mas você. Diferente de quem tem não tem diabetes, seu bebê em muitos momentos, fica para “depois”, não por muito tempo, mas porque é necessário que você esteja bem para poder cuidar dele.

Meus maiores medos sempre foram estar com o Lucas e ter hipoglicemia, sem poder fazer alguma coisa, e deixá-lo ali, esperando por uma mãe que não pode “vir” ( aí o medo era de ficar inconsciente). Mas tudo na vida se ajeita, aprendi a estar sempre com algo por perto para comer, a carregar na bolsinha dele glicose, a conversar com ele e explicar , mesmo sem ele entender, que a mamãe precisa de alguns cuidados maiores com alimentação …e que as vezes, ele vai precisar esperar. Quando saímos para comer, muitas vezes o Luis fica dando comida para ele, enquanto eu me alimento, para depois trocar.

No início, toda ajuda que for possível é bem vinda na vida de uma mamãe diabética ( e acredito que para as não diabéticas também)…é um novo movimento, uma nova forma de estar no mundo, e precisamos nos acostumar com esta nova rotina e nos habituar com os novos hábitos que precisamos ter.

Minha glicemia está controlada ainda…teve seus períodos de “rebeldia”, mas voltei a comer como na gravidez , melhor, me cuidando mais, e aí, obviamente, a glicemia voltou a se comportar bem. Hoje, Lucas come comigo as coisinhas saudáveis que fazem parte do nosso dia-a-dia: arroz integral, pão integral , saladas, frutas, enfim… acho que ele já vai entender desde pequeno como devemos e podemos nos alimentar melhor, para ter uma vida melhor também.

Quanto aos exercícios físicos, tão necessários  eu digo: é possível sim fazer exercícios mesmo com um bebê pequeno. Todos os dias pela manhã, saíamos eu e o Lucas para fazer nossas caminhadas, ele no carrinho ou no sling ( enquanto não era tão pesado) e eu caminhando tranquilamente, por uma hora, como fazia antes dele nascer. Lucas pega seu solzinho matinal e eu faço meus exercícios… depois, tomo um banho e sigo para o trabalho.

Voltei ao meu peso anterior ao da gravidez, depois de 10 dias do parto… o corpo voltou ao normal com um mês do nascimento do Lucas, e hoje, estou mais magra do que antes de engravidar!

Então… é possível sim uma Diabética tipo 1 engravidar e ter uma gestação tranquila até o final! É  possível sim adequar a rotina do bebê com a sua de cuidados com o diabetes; é possível e muito bom, voltar aos exercícios físicos.  Sou prova disso tudo, e não vou dizer que é fácil ou simples, mas também não é a pior coisa do mundo. Basta encarar os momentos da vida com bom humor e uma dose de determinação, e assim, seguimos em frente.

Ah, claro… preciso registrar aqui que me sinto honrada e orgulhosa, por uma querida que sempre comentou aqui no blog e que tinha o desejo de engravidar:  Mariana Neves! Mariana teve uma gravidez linda e tranquila, e hoje já carrega em seus braços o pequeno Felipe, nascido de mãe diabética tipo 1, guerreira e determinada! Meu carinho, respeito, orgulho e honra por esta vida que veio ao mundo e por esta mamãe que enfrentou seus medos também! Gostaria que você escrevesse aqui no blog sobre sua experiência também! 🙂

Espero e desejo que muitas outras pessoas possam ser “ajudadas” com este blog! É com nossas experiências compartilhadas que podemos atingir a humanidade de outras pessoas!

Beijos em cada um que passa por aqui, e espero poder escrever mais daqui para frente!

Promoção!

Olá gente!!!

Hoje estou passando aqui rapidinho para pedir sua ajuda na promoção de Dia das Mães do Avon.

É meu primeiro dia das Mães e resolvi concorrer com uma foto minha e do Lucas Takeo… ficarei muuuito  feliz se eu ganhar a promoção! 🙂  Por isso, se você quiser, puder e achar que a foto merece seu voto, é só entrar no link abaixo e votar na gente! Nunca participo de promoções assim, mas decidi arriscar!

Ai vai o link:  http://www.diadasmaesavon.com.br/concurso/galeria/visualizar/4423

Agradeço de coração se você puder me ajudar!

Grande beijo em todos

Algumas horas após o parto! 3 de Fevereiro de 2011

Novos exames: resultados de cuidados antes, durante e depois da gravidez

Esta semana, retornei na endocrinologista com os exames realizados, para saber como anda o diabetes após este período de gravidez.

Hemoglobina Glicada (A1C) em 5,5% !!!!!!! E o restante dos exames ótimos também! Yupi!!!

Apesar de ser mais difícil ter tempo para controlar o diabetes após o nascimento do Lucas Takeo, tenho tentado manter a rotina que tinha antes. Creio que todo o “cuidado zeloso” ( extremo) durante a gravidez, me ensinou a cuidar muito melhor de mim e a manter minha glicemia em níveis mais compatíveis com a normalidade. Tenho realizado exercícios com o Lucas junto, isso mesmo… minhas caminhadas tem sido com ele junto comigo, no carrinho. Continuo cuidando da alimentação e como diz a endocrinologista, conheço tão bem meu corpo hoje ( e aí saliento a importância de você saber o que te faz bem ou não, o quanto teu corpo precisa de insulina, pois os cuidados são individuais), que sei manejar as doses de insulina de uma forma satisfatória, o que tem me mantido com bons números nos meus exames ( e me permitido alguns “pulos”da dieta, rs).

Em alguns momentos me permito comer um pedaço de pizza, algum doce, algo que fuja da minha rotina de muita salada e verduras e menos carboidrato, o importante é ter força de vontade e manter-se com aquilo que é o necessário, e não com nossa famosa gula… um pedaço e está bom! É desta forma que tenho me equilibrado.

Fiquei muito feliz com os resultados dos exames, com os elogios da médica, com o contínuo cuidado que estou tendo ( e a ajuda do Luís conta e muito nisso também)… creio que a gravidez me fez maravilhosamente bem. Sei me cuidar muito mais depois deste período de gravidez de Alto Risco, e continuo assim, para que eu possa ver meu filhote crescer , e estar saudável para cuidar dele e partilhar deste milagre que é a vida!

Uma gravidez de Alto Risco ensina muito pra gente, e claro que precisamos ter cuidados antes, mas poder ter uma gravidez tranquila e continuar assim, é um ensinamento muito grande, uma satisfação muito grande…

Fico feliz em dizer isso aqui: que é possível ( nem sempre fácil) conseguir ficar bem antes, durante e depois da gravidez!!!  🙂

Exige de nós atenção, cuidado e dedicação… o resto a gente colhe com muita alegria!

Fotos dos momentos prazerosos de exercícios ao lado de um dos meus maiores tesouros.

Beijos

Este slideshow necessita de JavaScript.

Cuidados com o Diabetes após a maternidade

 

Faz tempo que não passo por aqui, não que eu não queira, mas me falta tempo, hehehehe.

2 meses já se passaram desde o nascimento do Lucas Takeo, e uma nova rotina começou em nossas vidas. Como ele ainda é muito pequeno, exige a maior parte de nosso tempo, ficando um pouco mais complicado fazer as rotineiras coisas de antigamente. E isso não é ruim, é apenas diferente. Tenho aprendido muito neste tempo com o Lucas, mas isto é assunto para um outro post.

Pois bem, algumas pessoas me questionaram quanto aos cuidados com o diabetes após o nascimento do Lucas, e confesso para vocês, tem sido muito mais difícil ser “regradinha” e fazer o controle certinho.  Logo no primeiro mês, nem medir a glicemia em jejum eu conseguia, visto que Lucas acordava chorando e necessitava de minha atenção.

Comer nos horários certos, que para quem tem diabetes tipo 1 ( insulino dependente) é necessário para o bom controle e para evitar crises de hipoglicemia, foi e ainda é complicado. Muitas vezes na hora de preparar a comida, ou mesmo na hora de comer, o bebê chora, precisa trocar fraldas, etc, etc.

Mas calma… tudo se ajeita. Confesso que o primeiro mês foi o mais complicado, não sabíamos ao certo como lidar com esta mudança toda e adaptar a rotina de mãe diabética às necessidades do Bebê. Agora estamos mais tranquilos em relação à isso, e voltando aos poucos aos cuidados mais “rigorosos” do diabetes. Claro que não é nada comparado ao cuidado intenso de durante a gravidez, mas preciso manter um bom controle para possibilitar que eu viva mais tempo com meu filhote sem ter as tais consequencias do não cuidado.

Nesta fase de bebê pequeno em casa, toda a ajuda que podemos ter é super bem vinda. E ter um companheiro que entende e auxilia neste processo é algo essencial ( mas se não temos, damos um jeito também, sem estresse).  Quando Lucas chora no horário em que preciso me alimentar, quem  atende ele é o Luís ( e aí confesso que a mamadeira complementar ajuda e muito nesta rotina mais flexível de não ter que ser eu o tempo todo). Desta forma, consigo comer nos horários estabelecidos ( ou o mais próximo deles). Consegui organizar as refeições com comidas práticas e mais rápidas. Salada sempre ( quando faço, faço quantidade a mais para sobrar para mais uma refeição), feijão ( que cozinho e congelo), arroz ( que é rápido de fazer) e uma carne. Ou macarrão e salada, enfim, comidas que sejam mais rápidas e que podemos fazer com maior praticidade ( sim comidas muito elaboradas neste primeiro momento, não são viáveis… deixo para mais tarde neh?rs)

Quando não conseguimos preparar a refeição no horário, ou verificamos que vai ficar complicado, damos um outro jeitinho, ou pedimos comida, ou comemos fora, enfim… cada um sabe de sua realidade e vai adaptando não é mesmo?!

Aprendi a ter lanches práticos mais à mão: frutas, barra de cereal, suco… tudo para não ficar muito tempo em jejum  e poder me alimentar quando é necessário. Ah, e água sempre por perto…tenho duas garrafinhas sempre comigo.

As medições se tornaram menos frequentes, mas tenho realizado elas igualmente, e aqui eu sinalizo algo que as vezes acontece comigo: preguiça de medir. Sim, acho que cuidei tanto , tanto na gravidez que agora me deu uma preguiça de realizar exames glicemicos tantas vezes… mas sei que é necessário e faço sim, pelo menos 6 vezes ao dia ( de 6 à 8).

Semana que vem retorno na endócrino, acho que minha Hemoglobina Glicada não estará tão boa quanto durante a gravidez, mas foram meses de adaptação de rotina, de flexibilizar e encaixar os cuidados do pequeno com os cuidados comigo. Muitas vezes não é fácil esta rotina, pois queremos 100% de dedicação aos pequenos, mas tendo uma doença crônica ( e sei que tem gente que não gosta que se fale assim, mas é a palavra que define não é mesmo?!) como o diabetes precisamos sim nos cuidar, e aí repito o que eu já dizia na gravidez: os cuidados conosco são a maior prova de que amamos estas pequenas bençãos que decidimos gerar. Quanto maior o cuidado , por mais difícil que seja, adaptar a rotina nos primeiros tempos, mais tempo teremos ao lado de nossas filhos, maridos, amigos, etc.

Ah , os exercícios físicos mais intensos só foram liberados após o terceiro mês, então tenho tentado (quando dá) caminhar com o Lucas. Minha intenção é fazer isso pelo menos 3 vezes na semana, e é uma delícia pegar o carinho com o Lucas e sair nesta beira-mar linda que temos por aqui!

Tenho muita coisa para contar aqui para vocês, muitos pensamentos, muita coisa de como é ser mãe e as exigências das pessoas em relação à isso, enfim, com o tempo ( quando eu o tiver) escrevo mais!

Ahhhhh, Lucas já foi no seu primeiro casamento fora da barriga… um fofo…  é possível sair de casa sim com os pimpolhos, sempre com cuidado e discernimento, mas eles são incluídos na nossa vida e nos possibilitam entender  que as vezes é a gente que dificulta o processo! 🙂