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Diabetes e Emoções: é verdade que o emocional desequilibra a glicemia?

Estou a algum tempo querendo escrever sobre este assunto,  e eis que surge o dia de escrever, comentar e saber um pouco do quanto as emoções influenciam no bom ou mal controle glicêmico, e se isso é verdade.

Pois bem, quem é diabético, já teve ter passado por algumas situações emocionais, onde se viu , além de alterado emocionalmente, com um descontrole glicêmico.  E sim, se pararmos para nos perceber, se observarmos nosso corpo, veremos sim diferenças glicêmicas quando ocorrem situações de estresse, tristeza ou mesmo euforia ( e estas, como emoções básicas;  existem muitas outras).

Há quem diga, que existe ” Diabetes emocional”, e me desculpem, tenho que discordar. Diabetes é uma alteração que pode ser desencadeada por fatores emocionais, porém, ela não existe somente pelo emocional, as pessoas precisam ter alguma predisposição genética também! Portanto, o diabetes NÃO é causado emocionalmente, ele pode ser DESENCADEADO, por fatores emocionais e ambientais.

Ok, mas e aí, como então você me diz que o controle glicêmico pode ser afetado pelo emocional?!

Estados emocionais não apenas desencadeiam, como podem agravar o diabetes, visto que, durante uma situação de desequilibrio emocional, o corpo libera hormônios, que terão ação contrária à insulina, como por exemplo, a adrenalina, o cortisol, etc. Hormônios que agem contra a ação da insulina, fazem com que as glicemias se alterem, e portanto, desequilibrem o estado de “controle glicêmico”.

Então , podemos dizer que as emoções, terão consequencias fisiológicas , que desencadeiam uma série de ações no organismo como um todo. Nenhuma reação do nosso organismo, ocorre por acaso, vários fatores influenciam, incluindo o estado psicológico do indivíduo.

Desta forma, é necessário que saibamos mais de nosso organismo, que tenhamos conhecimento de nossas emoções, e do quanto elas afetam a nossa vida. De nada adianta cuidar da saúde apenas com medicamentos, é necessário que valorizemos aquilo que nos faz “ser” neste mundo, ou seja, que valorizemos nossas emoções, nossas sensações.

Acredito que cada um , sabe de seu organismo , muito mais do que qualquer outra pessoa, e que aquilo que é bom para mim, seja na forma de cuidado, seja na forma de alimentação, exercícios ou o que for, nem sempre cabem para o outro.

É necessário que , tenhamos saúde emocional para saber lidar com as situações adversas da vida, e se não damos conta sozinhos, sim, se faz necessária a ajuda de um profissional.

E claro que “defendo” minha profissão de psicóloga, não por querer  lucrar com isso, mas por ter “sentido na pele” a diferença de ter alguém me acompanhando na caminhada da descoberta, aceitação e cuidados que o diabetes exige ( como qualquer outra doença ou problema). O auto conhecimento, a permissão das sensações no nosso organismo e aceitação de que não somos “auto suficientes”, nos faz ter uma qualidade de vida muito maior, e com ela, no caso do diabetes, um controle que pode ser essencial.

É verdade então que o emocional influencia no diabetes sim,  e gostaria muito de ouvir a opinião de vocês quanto à isto. Se já notaram diferenças glicêmicas, se faz sentido ou não para vocês tudo isso, se fazem acompanhamento terapêutico, enfim!

Aceito sugestões, críticas, cometários. Espero em breve conseguir escrever mais profundamente sobre o assunto!

 

Um beijo,

Elisa

“É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão”.

Hoje o tempo por aqui está cinzento, chuvoso…com ventinho frio entrando em todos os cômodos da casa.

Enquanto o pequeno dorme, vim para meus livros, estudar, como habitualmente tenho feito… em meio aos livros, ao silêncio que tem ficado na casa, comecei a refletir sobre a vida, as mudanças que acontecem sem a gente esperar, a necessidade de flexibilidade para lidar com tais mudanças e principalmente, com os dias que como hoje, chegam com suas intempéries repentinas.

Sim, nossa vida é cheia de momentos bons, mas também, de momentos de dor, sofrimento, angústias, medos e de problemas com as mais diversas áreas de nossa vida. Costumo dizer no consultório, que se a vida fosse uma linha reta, sem altos e baixos, a gente estaria “morto” … é o sobe e desce da vida, que faz com que ela exista, como nos batimentos cardíacos, um sobe e desce constante para que o coração continue a pulsar. Assim é a vida…ela pulsa!

Uma vida para pulsar depende de vários fatores: comer, beber, dormir, fazer exercícios físicos, trabalhar, estudar, ter amigos… ter dias de sol mas também dias de chuva. Se só existisse o sol, seria muito difícil viver, afinal, sol demais queima, esquenta, desidrata. É necessário que a noite exista para que o cérebro descanse, para que a vida dê uma “parada” no ritmo; é necessário chuva, para hidratar, limpar, levar embora a “sujeira” que existe.

Pois é…todos queremos dias de sol, de alegria, de bons momentos, mas dificilmente nos damos conta de que nosso crescimento maior se dá, quando os problemas aparecem e conseguimos nos aquietar e refletir , pensar, questionar, chorar e elaborar da melhor forma esta ou aquela dificuldade.

Os dias de chuva nos são essenciais… não apenas eles, mas o equilíbrio entre a luz e a sombra de nossas vidas. Se jamais estivermos dispostos a olhar o lado mais sombrio de nossas vidas, não estaremos aptos a crescer e desenvolver aquilo que temos de potencialidades.

Não sei quais são os teus “dias chuvosos”, pode ser o diabetes, pode ser outra doença, problemas financeiros, no casamento, com amigos, ou o que for que esteja acontecendo em tua vida. Tenha certeza de que esta “chuva” tem sim seu lado de sol, e que ela é necessária para que possas olhar a vida de forma realista e encarar os teus dias, com mais calma, abertura e flexibilidade.

Deixo (novamente) a história do Bamboo Chinês. Gosto muito desta história, e não é para menos que o  significado do nome do meu pequeno quer dizer “bambuzal iluminado”.

Espero que , de uma forma ou de outra, esta pequena reflexão possa ter feito algum sentido para alguém que aqui passar!

 

 

História do Bamboo Chinês

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.

Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros. Um escritor de nome Covey escreveu:

“Muitas coisas na vida pessoal são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava…” O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos…

Em nossos relacionamentos especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização,devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos.

“É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão”.

Filhos…

Os Filhos são do mundo

Não eduque o seu filho para ser rico; eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não apenas o preço.”

Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autónomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo correctamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!

Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente. E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!

Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles.

É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas ‘crias’, que mesmo sendo ‘emprestadas’ são a maior parte de nós!!!

“A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver ”

José Saramago

Diabetes por Rubem Alves

Texto retirado do fantástico livro de Rubem Alves “Do universo à jabuticaba”… não poderia expressar melhor o que penso e sinto, por isso partilho com vocês! Um agradecimento especial ao meu amigo André, que carinhosamente lembrou de mim ao ler isto.

Eu sou diabético. Doença danada igual ao cupim. O cupim entra na madeira e vai comendo por dentro, roendo, fazendo túneis, esburacando. Do lado de fora a gente não percebe. Aí chega um dia em que a madeira vira farelo.

Assim, é o danado do diabetes. Os sintomas quase não aparecem, do jeito mesmo que acontece com o cupim. Por não ter sintomas a gente acha que está tudo bem. Mas o cupim, escondido, está roendo.

Diabetes não tem cura. É doença crônica. Doença crônica é uma doença que requer cuidados até a morte. Mas não se apoquente. A vida também é doença crônica que exige cuidados até a nossa morte. Todo dia você tem de comer, beber, respirar…

O diabetes é uma perturbação no sistema de transporte do sangue. O sangue não consegue transportar o açúcar para seu destino, que são as células. O  trenzinho que transporta o açúcar para as células tem o nome de insulina. Açúcar é vida para elas. Como o trenzinho está emperrado, o açúcar fica girando em falso, sem chegar ao seu destino. É por isso que a taxa de glicemia, isso é, da quantidade de açúcar no sangue, sobe.

Se você se cuidar, os cupins não conseguirão fazer o seu trabalho. São três os cuidados básicos:

Tome os remédios que o médico manda. Não vá acreditar no que dizem os sabichões que palpitam que diabetes se cura com chá de não sei o quê. É mentira. Temos de nos valer dos remédios da farmácia.

É preciso manter o tráfego do açúcar desimpedido. Muitas das coisas que comemos, mesmo  que não sejam os deliciosos doces e bombons, se transformam em açúcar quando entram na circulação.. Batatas, pastéis, macarrão, mandioca, feijão, pão ( pão com manteiga é tão bom!), cerveja, uísque. Não é para você parar de comer estas delícias. É só comer menos e com cuidado. Se você comer em demasia, o tráfego fica entupido, a glicemia vai para as alturas. Sei que é difícil, mas aprenda a comer menos. Para ganhar força nesta disciplina terrível, lembre-se de Ghandi! Ele jejuava sempre. E teve boa saúde até o fim da vida. Comer pouco faz bem à saúde. Seu estômago, acostumado a comilanças, vai protestar e roncar. Quando isso acontecer, faça um lanchinho: um naco de queijo e uma fruta. Com o tempo você vai se acostumar. Emagreça. Gordura e diabetes andam de mãos dadas. Agora, se você quiser morrer antes da hora, continue a comer como sempre comeu. O diabetes adora os gulosos! Morrer não é nada. O terrível é quando é preciso amputar uma perna ou vem a cegueira.

Caminhar todo dia, se possível. Pelo menos 45 minutos. As caminhadas ajudam a diminuir o açúcar no sangue, além de dar uma sensação gostosa no corpo.

É uma bela manhã. Medi meu diabetes no aparelhinho. Não gostei do número que apareceu. Já tomei o meu remédio e agora saio para uma caminhada. A vida é boa! Longa vida é o que desejo para você e para mim!”

Rubem Alves

Sim, são meus desejos para você , para mim e para este bebê que está crescendo em meu ventre! Longa vida, e uma longa e saudável vida !

Beijos

Elisa

O tempo do coração…

“E para tudo a um tempo certo debaixo dos céus…” Eclesiastes 3

É bíblico e  há muito sabemos desta verdade…o tempo, implacável muitas vezes…esplêndido em outros…

Pensamos muitas vezes que precisamos ter tudo, ter dinheiro, casa,  carro, estarmos estabilizados na vida para que depois as coisas possam acontecer para nós… vivemos tentando controlar o tempo, tentando manipular nossa vida, ter nas mãos aquilo que não nos pertence: o Tempo!

Vivemos momentos mágicos que podem ter durado segundos, mas que para nós, em nossa lembrança foram ( e são) eternos, vivenciamos namoros que duraram pouco, mas que pareciam infindáveis enquanto aconteciam… esperamos juntar “aquela” quantia de dinheiro, e parece que o tempo nos castiga por parecer distante demais…

Sonhamos, desejamos e esperamos que o tempo chegue para realizarmos… mas o mais lindo da vida é que o tempo depende da intensidade como vivenciamos cada momento… depende da beleza ou amargura de cada passo, de cada alegria e tristeza… e é assim que o tempo vai sendo armazenado em nosso coração… não na quantidade cronológica, mas no tempo kairos de cada “sentir”.

Todas as coisas acontecem no momento( tempo) em que devem acontecer… ( e sim , acredito muito nisso). Por vezes pensamos que não era tempo, em outras achamos que o tempo já passou… mas tudo que ocorre ocorre por algum motivo, no tempo em deve ocorrer.

Mas aí você pode me questionar o que é verdadeiramente o tempo?!

O tempo em minha opinião, é o PRESENTE que temos hoje… independe de idade, cronologia ou rugas… independe de nossa vontade, independe de querermos ou não que ele exista.

Presente é o mágico momento que une o passado e o futuro em um único instante… instante que estamos vivendo, o instante em que ocorrem os momentos e que terão a intensidade que nosso coração der.

Deixe o tempo do seu coração falar mais alto… verás a doce beleza de vivenciar a doce espera ou a doce lembrança de simplesmente VIVER!

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

Tempo de espera…

A semana começou diferente… tempo cinza, chuva e mais chuva, frio de querer ficar o dia todo embaixo do edredon! Tempos de “pré inverno”. Tempo de aquietar mais, de sair menos, de esperar as chuvas amenizarem para poder sair mais tranquilamente.

Fiquei hoje pensando em como a natureza nos ensina, lembrei que no frio europeu, sob a neve estão as plantas “adormecidas” esperando o inverno passar e a primavera chegar para aquecer e fazer florescer. Quem já teve a oportunidade de acompanhar como é lindo o desabrochar das plantas após o duro inverno, sabe o quanto é belo ver o gelo derreter e pequenos brotos verdes começarem a emergir da terra. Mas para que isso ocorra, o inverno precisa chegar e fazer com que a “quietude” venha, e o esperar pacientemente possa fazer parte desta “jornada”.

Quantas vezes em nossa vida é assim, passamos por perídos de inverno, onde as coisas parecem simplesmente não florescer, onde o dinheiro que precisamos não vem, onde a saúde não colabora, onde as dificuldades nos encontram e fazem com que percamos o nosso brilho, a nossa cor… ficamos tristes, desanimados, com a cabeça como um turbilhão, inundada de pensamentos, inundada de preocupações…

Me sinto assim muitas vezes quando a glicemia esta alta demais, ou baixa demais…parece que não tenho paciência em esperar “o alimento fazer efeito”, a insulina fazer seu efeito, quero que aconteça imediatamente, na hora em que vejo que a glicemia está alterada… e aí, prejudico muito mais qualquer efeito de melhora, porque tento fazer muito, sem dar tempo ao tempo, sem esperar os efeitos acontecerem naturalmente.

Sei que é difícil esperar,  e por isto resolvi escrever este post. Muitas são as vezes em que queremos ver as flores antes da hora, que queremos acelerar o processo, e aí acabamos por atrapalhar o fluxo natural da vida, o fluxo de plantar, regar, desenvolver e então colher… não me entenda mal, não estou dizendo que devemos ficar parados esperando simplesmente, mas depois que já fizemos nossa parte, não adianta tentar acelerar o processo. Precisamos aprender a deixar o tempo certo dar seu resultado, o tempo certo fazer florescer… trazer luz e vida.

Na quietude, no silêncio, podemos entrar em contato com aquilo que é nosso… sem tanta “bagunça”, sem tanta informação junta, sem tanta desordem. Desejo que após os tempos de chuvas e frio de sua vida, possa sim florescer aquilo plantaste.

Que este tempo de refletir e esperar possa ser de crescimento, de amadurecimento, de desenvolvimento para cada um de nós…  que possamos saber esperar as flores, sem apressá-las. Tudo acontece no tempo certo!

Dias floridos!

Que delícia é comemorar a vida! Que gostosura é poder receber e dar abraços calorosos, beijos afetuosos, palavras de ânimo, alegria e ótimos desejos!

Muito bom poder ter o carinho de pessoas de perto e de longe, e as de longe que se fazem presentes assim, com lindas cores e aromas! As fotos que abrilhantam o blog hoje, são da Tulipa lilás que recebi ontem, da minha futura sogra e cunhados! Linda não?! Me emociona perceber o carinho que mesmo quem está longe tem por mim. Obrigada!

Hoje é dia de agradecer, agradecer por mais um ano de vida que Deus me presenteia, agradecer por cada amigo que de uma forma ou de outra se fez presente e se faz presente em todos os 364 dias do ano que não são aniversário ( sim, porque um dia é aniversário, rs), agradecer pelo carinho, pelo cuidado, pelo amor, pelas críticas que me fazem crescer e amadurecer a cada dia, por cada recado de orkut, twitter, email, cometário no blog, telefonema, abraços pessoalmente. Agradecer por amigos especiais que além de estarem presentes no dia do casamento, estarão presentes no sapato do casamento ( sim, ganhei das meninas da clínica onde trabalho, especialmente feito para mim, uma delícia).

E sabe o que é mais especial?! Minha glicemia se comportou direitinho!!!!! Incrível como estar bem, receber coisas boas, sentir amor e gratidão podem mexer com esta tal glicemia que no dia-a-dia nos deixa tensos, preocupados… Minha diabetes estava muito bem controlada, não tive hipos, nem hiperglicemia, comi cachorro quente, e a  glicemia estava lá, bonitinha, sinalizando o quanto meu corpo gosta e necessita deste equilíbrio , desta sensação de amar e ser amada ( e não que não me sinta amada nos outros dias, mas as vezes na correria do dia-a-dia, acabamos por “esquecer” o quanto nossa vida é preciosa para muitas pessoas, e o quanto é preciosa para nós mesmos).

Sim… vidas preciosas! A vida é imensamente preciosa, nascemos e vivemos neste mundo apenas uma vez… o tempo não volta e não acelera por nossos desejos, o tempo é o que é… é agora, é hoje! Nem sempre o hoje é agradável ( como o foi ontem, dia do meu aniver), muitos são os obstáculos, muitas as lutas, mas também muitas as alegrias! O que seria a vida sem este movimento belo do ir e vir , do sobe e desce que nos mantém alertas e VIVOS?! A vida é esta que temos nas mãos, sem controle do que irá ocorrer, sem previsão de que nossos planos irão dar certo… mas sabe, a delícia da vida está nas surpresas maravilhosas que ela pode nos proporcionar, nos sonhos realizados sem data marcada ( porque assim, tem mais gosto, rs) , nas coisas que saem do planejamento e simplesmente podem acontecer, no seu ritmo normal! E ontem foi assim…dia de surpresas não planejadas, de cachorro quente no final do dia decidido em cima da hora, de conversas até tarde porque é bom estar junto.

A vida é muito mais do que podemos planejar, mas ao mesmo tempo, é tão mais simples do que pensamos… Concordo que é difícil muitas vezes ter que “controlar” a diabete todos os dias, mas entendi que é a única coisa que preciso realmente “controlar”, porque aquilo que vivo é muito mais gostoso sem tanto controle, é muito mais delicioso na aventura de acordar todos os dias com uma página em branco, e fazer de cada novo dia de vida, aquilo que eu desejar…aquilo que eu simplesmente deixar acontecer! E sabem o meu desejo hoje?! Que todos os dias sejam tão especiais quanto o dia de um aniversário, que a vida tenha este sabor precioso todos os dias… e que jamais os obstáculos nos impeçam de querer viver, de querer partilhar, de querer nos cuidar!

Muita vida para todos vocês que passam por aqui ( e que ontem descobri que são mais pessoas do que eu imaginava!), muitas descobertas deliciosas, muitas flores perfumadas e coloridas, mesmo quando o dia parecer monocromático. Dificuldades fazem parte da vida, porque se não houvessem seria um padrão muito chato, uma não vida, porque o que não está em movimento, simplesmente não tem vida, não e mesmo?

Um final de semana bem especial, nunca perdendo de vista o que é essencial na vida: VIVER!!!!!!

Escutatória, uma arte, um dom…

Neste final de semana, tive contato com um texto de Rubens Alves que fechou direitinho com aquilo que gostaria de escrever aqui, o SABER OUVIR.

Já parou para pensar que falamos mais do que ouvimos? Que quando alguém nos conta algo, já estamos pensando nas justificativas, nos contrapontos que podemos falar de volta? Não paramos para verdadeiramente ouvir o outro, não paramos para deixar fluir a fala e esta nos tocar. Mesmo quando estamos lendo algo, não paramos para analisar o que a pessoa que escreve nos quis dizer, nos quis fazer ouvir, vamos logo analisando, julgando.

Tenho a sensação de que muitas vezes as pessoas usam as outras como “grandes ouvidos” ( e me sinto assim em muitos momentos), e aí não falo de ouvido de terapeuta, falo de ser um grande ouvido nas relações de amizade, familiares, onde existe a necessidade sim, de uma via de mão dupla, onde ouvimos ( e aí verdadeiramente) e somos “escutados”.

Segue abaixo um texto que vale muito a pena ler, que vale refletir, que vale repensar. Espero que toque você de forma profunda e bela, assim como me tocou ( não da mesma forma, pois isso não é possível).

Depois me digam o “eco” que gerou em você, combinado?!


ESCUTATÓRIA
Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”.

Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro:“Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma”.

Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.

Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.(Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, […]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado”.

Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou”. Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou”. E assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.

E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Gisele Bündchen que se cuide…

É isso mesmo queridos leitores, Gisele Bündchen que se cuide, porque Elisa Schleger ( quase Kobayashi) está malhando! 🙂 E está ficando saradérrima (rsrsrs).

Brincadeiras a parte, hoje resolvi escrever um pouco desta experiência em realizar exercícios físicos. Confesso que estou toda dolorida (acho que todo início é mais doloroso, não é?!), mas gostando bastante dos resultados que tenho tido. Não, não… não são os resultados na física corporal, são resultados na glicemia, no bem estar da mente! Hoje, após malhar, a glicemia estava em 75 , me senti muito bem, muito feliz pela glicemia estar tão próxima da “normalidade”! 🙂

Claro que me alimentei bem antes de ir me exercitar, e também medi a glicemia antes de iniciar os exercícios ( que deve estar abaixo de 250, segundo cardiologistas). É muito importante ter este cuidado, se você é diabético, e se não é, também é importante fazer uma refeição leve antes do exercício ( consulte um médico para informações mais precisas).

Enfim, gostaria hoje de trazer aqui, a importância de TODOS nós nos exercitarmos. Não precisa necessariamente ser em academia, pode ser ao ar livre, caminhando, jogando bola, correndo, enfim… creio que de certa forma todos nós já ouvimos falar da importância das atividades físicas, mas nunca é demais salientar não é mesmo?! Então aí vai alguns benefícios:

  • Ajuda a controlar o peso corporal;
  • Contribui para ossos, articulações e músculos sadios;
  • Diminui os sintomas de ansiedade e depressão;
  • Está associada a menor número de hospitalizações, visitas médicas e medicação. ( em diabéticos ao menor uso de insulina diária)
  • Diminui tanto o colesterol total quanto os triglicerídeos, e eleva o bom colesterol HDL.
  • Diminui o risco de desenvolver pressão alta.
  • Ajuda a reduzir a pressão arterial em pessoas que já têm hipertensão
  • Promove o bem-estar psicológico e reduz sentimentos de estresse.

Fazer exercícios físicos libera endorfinas que são  substâncias que quando produzidas e liberadas no cérebro provocam sensação de bem-estar,  o exercício também é responsável pela liberação de outras substâncias no cérebro, chamadas de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, auxiliando na redução do estresse e ansiedade. Desta forma, podemos nos sentir melhores, mais dispostos e menos ansiosos quando nos exercitamos! Além é claro, de ficar com o corpo mais “durinho” e mandar as gorduras localizadas embora! Mas este é apenas um detalhe, porque a verdadeira importância de “malhar” é nos sentirmos melhores física e emocionalmente.

E você o que está esperando para começar a se exercitar?! Não precisa ser diabético ou ter colesterol e triglicerídeos altos não, os benefícios se estendem para todos!

EXERCITE-SE!

Um grito de socorro

Hoje acordei triste (e que triste é se dar conta disso),  pensei que pudesse ser mau humor, mas ao longo do dia percebi que não era… era tristeza puramente. Uma tristeza que me enchia os olhos de lágrimas a cada palavra de carinho que recebia, a cada história de dor que ouvia, a cada acerto e erro ao longo de um dia cheio de atividades. Uma tristeza que aperta meu peito, que toma conta de cada pedaço de mim…

Soube que não era mau humor, pois consegui rir e brincar com colegas queridas… consegui  trabalhar com cada pessoa que a mim chegou com o mesmo carinho e atenção de sempre (porque amo fazer o que faço). Mas apesar de amar cada momento que tenho, minha tristeza continuava ali… me sinalizando que algo não está legal…

Entrei em contato com este sentimento que me atordoou o dia todo e descobri pedaços de coisas que me entristecem e que tem se acumulado… e quando acumula, mexe com minha glicemia, quando me incomoda, altera meu equilíbrio da diabete (se é que posso chamar assim). Tranquei muito choro ao longo do dia, e não foi por causa de alguma palavra proferida, de alguma atitude que ocorreu hoje, mas por coisas que eu lembrava que estavam acontecendo.

Fico triste quando outras pessoas julgam atitudes nossas, sem nem ao menos se darem ao trabalho de tentar entender os reais motivos que temos, me entristece as pessoas não terem o respeito de nos falarem as coisas sem nos expor, sem nos “apontar” o dedo (publicamente). Me entristece e muito tudo isso.  Como seria melhor se pudéssemos nos ajudar mutuamente, nos enriquecer com palavras construtivas, se pudéssemos e soubéssemos olhar para nós mesmos antes de “crucificar” alguém.

E não excluo a mim disto que estou escrevendo, pois muitas vezes também erro, e erro feio. Mas acredito que quando nos damos conta de algo que não foi produtivo em nossa atitude, podemos ser humildes em pedir desculpas, em nos retratar. (da mesma forma que fizemos a crítica).

Creio porém que o maior motivo de eu estar relatando algo tão íntimo meu aqui, é porque tenho percebido que guardar sentimentos nos faz mal, nos intoxica, nos destrói. Guardar tristezas, raiva, angústias, ansiedade, medos nos faz ficar aprisionados em nós mesmos, nos faz “desequilibrar” nosso organismo.  E isso é bom?! Isso traz algum benefício?!

Não digo que temos que colocar todo este sentimento nosso para fora de qualquer maneira, sem nos importar com o meio onde estamos “descartando” tudo isso. Temos sim que ter respeito com o próximo, ter respeito com o limite do outro, assim como queremos que os outros tenham respeito pelo nosso limite. Porém, guardar sempre sentimentos nos faz “guerrear com nossos órgãos”… afinal, aquilo que nossos lábios não falam, nosso corpo sabiamente dá um jeito de “colocar” para fora.

O que teu corpo tem sinalizado para você? O que tua saúde tem tentado te mostrar?

Não despreze aquilo que tua sabedoria organísmica te traz, não deixe teu corpo ter de gritar por socorro, ter de “sofrer” para você poder se dar conta de teus sentimentos.

Foi em um pedido desesperado do meu corpo que pude me dar conta daquilo que eu mesma estava fazendo com minha saúde: me auto mutilando, me auto flagelando, em detrimento muitas vezes de coisas que nem valiam a pena.

SINTA SEU CORPO… ELE ESTÁ FALANDO COM VOCÊ!