Samsung S Health: Acompanhe suas medições através de um smartphone


A Samsung está lançando um aplicativo exclusivo para o seu mais novo smartphone, o Galaxy S III. Chamado de S Health, ele possibilita acompanhar seu peso, pressão sanguínea e a glicose através do smartphone. O app é compatível com os seguintes aparelhos:

– Lifescan Blood Glucose Meter (OneTouch UltraMini/UltraEasy Blood Glucose Meter in the US) (for connection via USB)
– OMRON Blood Pressure Monitor (HEM-7081-IT) and Body Composition (HBF-206-IT) (for connection via Bluetooth)
– A&D Blood Pressure Monitor (UA-767PBT-C) and Body Composition (UA-321PBT-C) (for connection via Bluetooth)

A sincronização é feita via Bluetooth ou USB mas também é possível inserir dados manualmente. Ainda existe a possibilidade de compartilhar os resultados nas redes sociais.

Por enquanto, o aplicativo só será lançado nos EUA, Coréia do Sul e em alguns países da Europa.

Via The Verge / Engadget

Diät- Gelier Fruchtzucker – Frutose para geléias diet

Olá pessoal!

Hoje temos uma indicação de produto, para quem gosta de fazer suas geléias ou como eu as chamo ” schmier” para comer com pão, bolos, enfim.

É um produto de origem alemã, chamado  “Diät Gelier Fruchtzucker” ( da Ruf) e da Dr. Otker temos o Gelfix.

É um frutose para fazer os doces! Estou fazendo hoje o doce de abóbora com coco. Uso este produto, que além de adoçar naturalmente, ainda deixa na consistência de geléia e com um brilho lindo. Assim que a minha schmier estiver pronta, mostro para vocês.

Achei uma ótima dica para quem faz uma alimentação mais caseira!

Vamos abafar a emoção com um doce?

Estou querendo escrever este post à muito tempo, porém, a correria e as obrigações diárias, junto com mil projetos, me deixaram sem escrever por um tempo.

Mas vamos lá… continuando o que iniciei a algum tempo quando escrevi este post :https://docedia.wordpress.com/2012/04/06/cuide-de-sua-alimentacao-antes-durante-e-depois-da-gravidez/  que relaciona alimentação saudável antes, durante e depois da gravidez , gostaria de continuar na temática, alimentação saudável.

Ter filho me deixou com uma sensação de responsabilidade muito maior do que eu já tinha, uma alimentação ainda mais equilibrada, e não só isso, mas tenho a oportunidade de reavaliar hábitos e repensar um pouco como a sociedade gera a cada dia, crianças, adolescentes e adultos, que compensam suas frustrações nos alimentos.

E explico: fui ao posto de saúde, vacinar Lucas contra a gripe. Fiquei observando as mães ao  redor, para minha surpresa, quase todas elas estavam ou com uma bala , ou pirulito ou prometendo sorvete após a “picada”. Esta cena me fez parar e pensar um pouco mais nestas situações. Não é raro ver em shoppings , mercados, ou em qualquer local público, mães e pais ( avós, tios, primos) “abafarem” o choro de uma criança com alimentos. E não , não é fome que elas sentem, mas em muitos momentos frustração ( tão natural à vida humana) por não conseguirem o brinquedo que querem, ou sair correndo por aí, ou mesmo , a atenção do pais, ou alguma dor.

Tendemos a “calar” as emoções com alimentos, principalmente, com doces, forma mais eficaz de se sentir “feliz”. Mas será mesmo?

Aprendemos desde muito cedo, que as emoções não são bem vindas, afinal, “é melhor ser alegre que ser triste
alegria é a melhor coisa que existe” , parafraseando Vinicius de Moraes. E não estou dizendo que ser alegre não é bom, o que quero trazer para reflexão é o hábito tão prejudicial de calar emoções com comida, e pior de tudo, ensinar isso para as crianças ( afinal, só podemos ensinar aquilo que nós mesmos fazemos…), que se tornarão adultos que repetem estes hábitos  e o ciclo continua infindavelmente.

Por isso, ouvimos tanto o famoso “tadinho, tem diabetes, não pode comer doces”.  Em uma sociedade que compensa ansiedades, tristezas, frustrações com comidas , é natural a tendência de sentir “pena de quem não “pode” “comer uma caixa inteira de chocolate, um pote todo de sorvete, uma lata de leite condensado. ( ou mesmo um bom tanto todo dia)

A questão é: ninguém deveria fazer isso, ninguém deveria comer desmedidamente, qualquer que for o alimento.

Alimentação saudável começa em casa, e desde antes do nascimento. Maus hábitos são passados adiante, por pura “preguiça” em lidar com choros, birras, ou  avaliar o que está fazendo com que me sinta ansioso ou triste.

Comida é usada como compensação: “se comer tudo, ganha um chocolate depois “, “dou um doce para você se você fizer as tarefas”, “depois do médico vamos tomar um sorvete”, e por aí vai…  e não sou contra doces, o que estou  dizendo é: será mesmo necessário associar comida como recompensa?, será que não é possível lidar com os “nãos” da vida ( inclusive nós adultos) com maturidade e autenticidade? Será que não é possível lidar com a realidade sem necessitar “entupi-la de “doce”” ?

Desde muito cedo adquirimos os hábitos alimentares que nos nortearam a vida toda ( ou quase toda) e o problema não está somente na comida, no doce, mas no engolir as emoções, as dores, os sofrimentos, por não “poder” ser aceito como está, no momento vivido ( e não ser aceito por si mesmo). Uma picada de agulha na perninha de uma criança dói, e porque não podemos ficar com esta dor ao invés de fingir que a dor vai ser menor com um doce?

Porque não podemos deixar que aquele sentimento, bom ou ruim, nos tome e nos mostre qual o motivo e como é sentir o que estamos sentindo, ao invés de abafar tudo?!

E aprendemos sim, desde bebês a compensar com alimentos aquilo que não damos “conta” ( e que inicialmente era um “eles” ( os cuidadores) não dão conta).

Tenho milhões de idéias fervilhando nesta mente inquieta que tenho, e gostaria muito de ouvir vocês que passam pelo blog… tenho muito ainda para escrever sobre este assunto, mas não gostaria de escrever sozinha, se puderem me dizer o que pensam, ficarei muito feliz, e receberei cada comentário, sugestão ou crítica. 🙂

Um beijo em cada um que aqui passa

O ursinho Diabético

Bom dia Pessoal

Hoje pela manhã, tive a satisfação de ver este link de um “brinquedo” que auxilia as crianças a entenderem um pouco mais do diabetes. Achei interessante, visto que no dia-a-dia as crianças, escolas, famílias não sabem muito bem como lidar com um diagnóstico de Diabetes. ( e aqui falamos inicialmente de tipo 1). Vale a pena dar uma olhadinha, esperamos que realmente em 2013 este Urso esteja por aí para ludicamente nos auxiliar neste processo de “ajudar” as crianças a lidarem com o diagnóstico.

 

http://www.updateordie.com/2012/04/30/jerry-o-ursinho-diabetico/

 

Um abraço, Elisa

Bingo ADJ São Paulo

 

Segundo Bingo Beneficente da Associação de Diabetes Juvenil de São Paulo, será realizado no dia 1 de Julho. Todos estão convidados e o convite é apenas R$ 5,00, será evento com comida, brincadeiras para as crianças, e prêmios para os participantes!

Quem estiver em São Paulo, não perca, afinal, além de se divertir, estará ajudando a ADJ!!!! 🙂

Felicidade Realista por Martha Medeiros

Deixo hoje um texto de Martha Medeiros, que considero muito interessante. Se aprendermos a viver de forma realista e mais simples, descomplicando e não exigindo tanto, quem sabe consigamos ter mais saúde, mais alegrias, mais tempo, não é mesmo?! Espero que gostem!

FELICIDADE REALISTA

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

Cuide de sua alimentação : antes, durante e depois da gravidez.

Tenho pensado muito no diabetes nos últimos tempos, um dos maiores motivos, é o estar saturada com uma “barriguinha de insulina” ( porque eu sei que precisa fazer rodízio de lugares, mas não consigo aplicar em outro que não seja a barriga 😦 ), as inúmeras picadas durante o dia, o estar sempre atenta para não passar mal, afinal, com um filho pequeno em casa, não posso correr o risco de ter nada , etc.

Sim, achei muitas coisas pelas quais murmurar, mas ontem quando li uma matéria na revista crescer, me dei conta do quanto ter diabetes mudou minha forma de cuidar do meu filho e de mim, antes, durante e depois da gestação. Talvez, se eu não tivesse diabetes, os cuidados com uma alimentação saudável antes e na gravidez, não fizessem tanto sentido para mim, já não comia doces e frituras, mas cortei café, refrigerante ( mesmo diet, e não voltei a tomar ), chimarrão ( que foi o que mais senti falta) e definitivamente, qualquer porcaria ( fast food, chocolates, tortas, bolos, guloseimas, etc.) Ah, mas para que tanto?! Pois bem, eu lhes falo, para ter saúde e para dar saúde ao meu bebê!

Lucas hoje, é uma criança saudável e forte, já teve as chamadas “doenças de crianças”, normal no contato com outros colegas, mas no geral tem uma saúde dita de “ferro” ( e não estou dizendo que ele nunca vai ficar doente). E não estou aqui acusando ninguém que tem filhos com mais fragilidade na saúde, ou etc. Estou apenas constatando algo que faz sentido para mim, e que vejo como importante para que possamos ter gerações mais saudáveis e talvez, porque não, livres de muitas doenças que uma má alimentação causa. Utopia?! Talvez, mas acho que vale ler o que a reportagem diz:

CUIDE DA SUA ALIMENTAÇÃO – Antes de engravidar ( e eu colocaria, antes, durante e depois)

” É isso mesmo. Novos estudos têm mostrado que os hábitos alimentares antes da gravidez também causam impacto na saúde do bebê, pasme! O epidemiologista e professor de cardiologia da Universidade de Southampton (Reino Unido), David Barker, que pesquisa o assunto há mais de 20 anos, explica: ” o filho é um produto da alimentação de TODA A VIDA e, por isso, a prevenção de doenças crônicas nas gerações futuras depende da melhora da dieta das meninas e jovens de hoje”, diz. E esse cuidado não é só da mulher. Após análise feita com ratos, pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul ( Austrália) descobriram que machos que consumiam muito junk food ao longo da vida geraram bebês com mais risco  de ter diabetes. Se você sempre teve uma alimentação balanceada, ótimo. Se não tinha, não se desespere. Não dá para mudar o passado, mas você pode fazer substituições nas refeições para torná-las mais saudáveis. Veja algumas sugestões: * aquele batata frita que você adora, pode ter outro preparo: fatiada, no forno, com azeite e alecrim. * No lugar do hamburger pronto, faça com carne moída e flocos de aveia.* Em vez de lasanha industrializada, faça uma com molho orgânico, brócolis e queijo branco ralado. Confira todas as receitas no site.” Fonte Elaine de Pádua, nutricionista do ambulatório obstétrico da Unifesp.

Pois é… pontos para o diabetes…aprendi mais um tanto de coisas com ele, mas deixo isso para outro post, espero que este post possa ter ajudado alguém que precise, ou possa servir de alerta até mesmo para as mamães com filhos pequenos, pois é da alimentação que eles consomem enquanto bebês e crianças, que se formaram os hábitos alimentares quando maiores.

Um feriado de descanso e alegrias para todos!

Algumas dicas de alimentação saudável: http://endocrinologia.site.med.br/index.asp?PageName=Alimenta-E7-E3o-20saud-E1vel

Boa semana

RECOMEÇAR

Não importa onde você parou… Em que momento da vida você cansou…
O que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma chance a si mesmo…
É renovar as esperanças na vida e o mais importante… Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado…
Chorou muito? Foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque você fechou as portas até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da sua melhora…
Pois é… Agora é hora de reiniciar… De pensar na luz… De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo. Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado… Diferente? Um novo curso…
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar… Desenhar… Dominar o computador…
Ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus, está esperando por você!
Está se sentindo sozinho? Besteira…
Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu… Para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza… Nem nós mesmos nos suportamos…
Ficamos horríveis… O mau humor vai comendo nosso fígado… Até a boca fica amarga!
RECOMEÇAR…
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Ir alto… Sonhe alto…
Queira o melhor do melhor… Queira coisas boas para a vida…
Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos…
Se pensarmos pequeno… Coisas pequenas teremos…
Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor…
O melhor vai se instalar na nossa vida. É hoje o dia da faxina mental…
Joga fora tudo que lhe prende ao passado… Ao mundinho de coisas tristes…
Fotos… Peças de roupa… Papel de bala… Ingressos de cinema, bilhete de viagens…
E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados… Jogue
tudo fora…
Mas, principalmente, esvazie seu coração… Fique pronto para a vida… Para um novo amor…
Lembre-se somos apaixonáveis… Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
Afinal de contas… Nós somos o “AMOR”…

Carlos Drummond de Andrade


“É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão”.

Hoje o tempo por aqui está cinzento, chuvoso…com ventinho frio entrando em todos os cômodos da casa.

Enquanto o pequeno dorme, vim para meus livros, estudar, como habitualmente tenho feito… em meio aos livros, ao silêncio que tem ficado na casa, comecei a refletir sobre a vida, as mudanças que acontecem sem a gente esperar, a necessidade de flexibilidade para lidar com tais mudanças e principalmente, com os dias que como hoje, chegam com suas intempéries repentinas.

Sim, nossa vida é cheia de momentos bons, mas também, de momentos de dor, sofrimento, angústias, medos e de problemas com as mais diversas áreas de nossa vida. Costumo dizer no consultório, que se a vida fosse uma linha reta, sem altos e baixos, a gente estaria “morto” … é o sobe e desce da vida, que faz com que ela exista, como nos batimentos cardíacos, um sobe e desce constante para que o coração continue a pulsar. Assim é a vida…ela pulsa!

Uma vida para pulsar depende de vários fatores: comer, beber, dormir, fazer exercícios físicos, trabalhar, estudar, ter amigos… ter dias de sol mas também dias de chuva. Se só existisse o sol, seria muito difícil viver, afinal, sol demais queima, esquenta, desidrata. É necessário que a noite exista para que o cérebro descanse, para que a vida dê uma “parada” no ritmo; é necessário chuva, para hidratar, limpar, levar embora a “sujeira” que existe.

Pois é…todos queremos dias de sol, de alegria, de bons momentos, mas dificilmente nos damos conta de que nosso crescimento maior se dá, quando os problemas aparecem e conseguimos nos aquietar e refletir , pensar, questionar, chorar e elaborar da melhor forma esta ou aquela dificuldade.

Os dias de chuva nos são essenciais… não apenas eles, mas o equilíbrio entre a luz e a sombra de nossas vidas. Se jamais estivermos dispostos a olhar o lado mais sombrio de nossas vidas, não estaremos aptos a crescer e desenvolver aquilo que temos de potencialidades.

Não sei quais são os teus “dias chuvosos”, pode ser o diabetes, pode ser outra doença, problemas financeiros, no casamento, com amigos, ou o que for que esteja acontecendo em tua vida. Tenha certeza de que esta “chuva” tem sim seu lado de sol, e que ela é necessária para que possas olhar a vida de forma realista e encarar os teus dias, com mais calma, abertura e flexibilidade.

Deixo (novamente) a história do Bamboo Chinês. Gosto muito desta história, e não é para menos que o  significado do nome do meu pequeno quer dizer “bambuzal iluminado”.

Espero que , de uma forma ou de outra, esta pequena reflexão possa ter feito algum sentido para alguém que aqui passar!

 

 

História do Bamboo Chinês

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.

Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros. Um escritor de nome Covey escreveu:

“Muitas coisas na vida pessoal são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava…” O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos…

Em nossos relacionamentos especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização,devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos.

“É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão”.

Uma nova vida : Ser mãe Diabética

Quanto tempo sem postar nada por aqui! Nossa! Estou com saudades de escrever no blog, de relatar minha experiência enquanto mãe diabética, enquanto mulher, enquanto profissional.

Peço desculpas para quem sempre passa por aqui, e agradeço as visitas de quem apesar de não ter nenhuma novidade, continua nos prestigiando com sua visita ao blog!

Pois bem, tanta coisa aconteceu neste tempo longe do blog. Lucas já completou seu primeiro ano de vida! O tempo voa! Fizemos uma linda festinha no estilo “Urso Marinheiro Provençal”…afinal, nosso pequeno é um Florianopolitano e nada mais justo, do que fazer uma festinha no bom estilo marinheiro! Um ano de vida com um valor inestimável para mim…comemoração de vida, de superação de uma gestação de alto risco, de alegria!

 

Mudamos de cidade, mudamos de casa, mudamos … e não foram apenas mudanças geográficas não, neste ano que passou, novo em nossas vidas, mudamos enquanto pessoas. Sim…ter um filho mexe com a gente de uma forma muito bonita e as vezes dolorida. É necessário largar alguns sonhos ( adiá-los), remanejar finanças, reaprender a vida, agora com um pequeno que depende da gente para tudo. (mais para frente, escrevo sobre esta experiência pessoal de mudança na carreira enfim, mas por hora, deixo aqui , minhas mudanças na rotina enquanto mãe diabética).

Pois bem… se a gravidez de uma pessoa diabética exige cuidados bem rigorosos, não é diferente depois que o bebê nasce. A rotina muda, as horas de sono diminuem, as vezes que acordamos a noite ou nem dormimos direito são inúmeras… e tudo isso, afeta nossa glicemia. Muitas vezes, o cansaço do dia-a-dia com o bebê é tanto, que só por este fator a glicemia já se altera. Logo que o Lucas nasceu, tive reação a um medicamento que me deram na maternidade, o que afetou meu lado emocional de maneira horrível. Fiquei muito ansiosa, muito agitada, não conseguia dormir, e sim, culpa do bendito plasil em doses cavalares que me deram… não conseguia comer direito, e este foi um dos piores momentos que vivi. Glicose até que se comportou nestes dias de confusão causados por um medicamento.

O tempo foi passando, e eu precisei ajustar minha rotina de alimentação à rotina do Lucas. Deixava sempre por perto, uma fruta, uma barrinha de cereal, ou algo assim para poder comer quando fosse necessário. Fazia minhas refeições no momento em que Lucas estava dormindo, para poder comer com calma e bem.

Sim, é diferente ser mãe diabética. Algumas vezes precisei ( e ainda preciso as vezes) deixar o Lucas chorando no berço, enquanto acerto uma hipoglicemia. E dói, dói ver seu filho chorando e você saber que naquele momento, a prioridade não é ele, mas você. Diferente de quem tem não tem diabetes, seu bebê em muitos momentos, fica para “depois”, não por muito tempo, mas porque é necessário que você esteja bem para poder cuidar dele.

Meus maiores medos sempre foram estar com o Lucas e ter hipoglicemia, sem poder fazer alguma coisa, e deixá-lo ali, esperando por uma mãe que não pode “vir” ( aí o medo era de ficar inconsciente). Mas tudo na vida se ajeita, aprendi a estar sempre com algo por perto para comer, a carregar na bolsinha dele glicose, a conversar com ele e explicar , mesmo sem ele entender, que a mamãe precisa de alguns cuidados maiores com alimentação …e que as vezes, ele vai precisar esperar. Quando saímos para comer, muitas vezes o Luis fica dando comida para ele, enquanto eu me alimento, para depois trocar.

No início, toda ajuda que for possível é bem vinda na vida de uma mamãe diabética ( e acredito que para as não diabéticas também)…é um novo movimento, uma nova forma de estar no mundo, e precisamos nos acostumar com esta nova rotina e nos habituar com os novos hábitos que precisamos ter.

Minha glicemia está controlada ainda…teve seus períodos de “rebeldia”, mas voltei a comer como na gravidez , melhor, me cuidando mais, e aí, obviamente, a glicemia voltou a se comportar bem. Hoje, Lucas come comigo as coisinhas saudáveis que fazem parte do nosso dia-a-dia: arroz integral, pão integral , saladas, frutas, enfim… acho que ele já vai entender desde pequeno como devemos e podemos nos alimentar melhor, para ter uma vida melhor também.

Quanto aos exercícios físicos, tão necessários  eu digo: é possível sim fazer exercícios mesmo com um bebê pequeno. Todos os dias pela manhã, saíamos eu e o Lucas para fazer nossas caminhadas, ele no carrinho ou no sling ( enquanto não era tão pesado) e eu caminhando tranquilamente, por uma hora, como fazia antes dele nascer. Lucas pega seu solzinho matinal e eu faço meus exercícios… depois, tomo um banho e sigo para o trabalho.

Voltei ao meu peso anterior ao da gravidez, depois de 10 dias do parto… o corpo voltou ao normal com um mês do nascimento do Lucas, e hoje, estou mais magra do que antes de engravidar!

Então… é possível sim uma Diabética tipo 1 engravidar e ter uma gestação tranquila até o final! É  possível sim adequar a rotina do bebê com a sua de cuidados com o diabetes; é possível e muito bom, voltar aos exercícios físicos.  Sou prova disso tudo, e não vou dizer que é fácil ou simples, mas também não é a pior coisa do mundo. Basta encarar os momentos da vida com bom humor e uma dose de determinação, e assim, seguimos em frente.

Ah, claro… preciso registrar aqui que me sinto honrada e orgulhosa, por uma querida que sempre comentou aqui no blog e que tinha o desejo de engravidar:  Mariana Neves! Mariana teve uma gravidez linda e tranquila, e hoje já carrega em seus braços o pequeno Felipe, nascido de mãe diabética tipo 1, guerreira e determinada! Meu carinho, respeito, orgulho e honra por esta vida que veio ao mundo e por esta mamãe que enfrentou seus medos também! Gostaria que você escrevesse aqui no blog sobre sua experiência também! 🙂

Espero e desejo que muitas outras pessoas possam ser “ajudadas” com este blog! É com nossas experiências compartilhadas que podemos atingir a humanidade de outras pessoas!

Beijos em cada um que passa por aqui, e espero poder escrever mais daqui para frente!